22 de Julho de 2011 às 13:16

Acabou a tinta...


Escrevo pra espantar meus fantasmas, minhas dúvidas. Não que as respostas vão brotar destas linhas

escritas à pressa, de palavras turvas e frases que provavelmente só fazem sentido pra mim. Escrevo pra não me sentir só. Pra ter a companhia de tudo que vem abundando meu dia-a-dia: palavras que não me satisfazem, virgulas e reticências... pontos finais.  As palavras fluem e as ações travam, e eu, preso nessa inércia de velocidade estonteante, deixo-me levar ao sabor do próximo verbo sem conseguir começar um novo parágrafo. Não que falte história, o que falar... acabou-me foi a tinta.

Sinto-me pronto para começar um novo capítulo... de uma história que já terminou. Se calhar, não há nada a dizer, é a necessidade de não parar, continuar a produzir, nem que seja pra provar à mim mesmo (ou me convencer) que ainda estou aqui, que ainda estou vivo.
Meus gritos mudos já não se ouvem, minhas palavras escritas só se lêem em contra-luz.