9 de Dezembro de 2011 às 18:50
Bem vindo


Hoje acordei e dei de cara contigo. Fazia tanto tempo que que não nos vemos já não me recordava quão engraçado pareces ao acordar. Para falar a verdade não sei se reconheceria-te ao passar na rua... estás diferente. Não são as cicatrizes. Essas logo deixamos de ver ao teu primeiro sorriso. É algo mais rígido, sólido, no entanto suave. Como leves e delicados detalhes e curvas esculpidos no granito. Já tinha saudades. Por instantes admito que pensei não te ver mais. Já tinha tua imagem tão distante na memória. Primeiro atropelada pela correria reativa do dia-a-dia, onde não temos tempo para sentir realmente somente reagimos, quase como reflexos para evitar nos machucar e ter mais trabalho, afinal sobreviver já é suficientemente trabalhoso; e segundo porque puseste-te tantas vezes de lado, e em dúvida... que até eu duvidei de ti.
Duvidei, mas não mais. Deixo de lado este momento e visto-te de novo, como aquela roupa preferida que já tem a nossa forma de tanto ser vestida, nosso cheiro, que já é parte do próprio ser em si. Me sinto em casa como não me lembrava que era possível.
E assim começou mais um dia da nossa história de amor, suspense, drama, terror, aventura, comédia,... que parecia estar em pause.
Sei que nessas batalhas que se avizinham e futuras, muitas serão perdidas, mas nenhuma há de ser uma derrota se não me perder de novo.