12 de Janeiro de 2011 às 22:31

Saudade

Já tinha saudades tuas...
Do teu cheiro, da tua boca, da tua pele.
Do teu calor que só arrefece depois de queimar o meu corpo e me marcar a ferros com  teu nome. Nossos corpos a explorarem-se, como um continente virgem, como se à cada curva tua descobrisse um novo paraíso. Eu e voce, reiventando nosso amor e nossas mil e uma formas de amar à cada segundo.
Que saudade.
Saudade também da pessoa que eu queria e era só porque estava ao teu lado. Te amando fui melhor. Por te amar fui meu melhor.
E assim decidi que bandeiras levantar, que estandartes usar nas minhas batalhas, e de peito aberto rumar em carga na direção das hordas inimigas.
E que viessem...
Que tentassem me derrubar, me ferir de morte, me esquartejar até nada mais sobrar. Ainda assim meu coração pulsaria em meio ao campo de batalha, batendo como trovões rasgando o céu, ensurdecendo-os com minhas juras de amor e lembrando a quem duvidasse dos meus estandartes, que não era o fim.
Saudades...
Essa noite contigo só fez-me lembrar quão preenchido eu fui. Ao te tocar de novo o meu coração acelerou de forma que parecia que ia sair pela boca e ir ao teu encontro. Nossos corpos corromperam todas as leis da física que pudessem nos manter atrelados à uma realidade básica demais para comportar nosso amor, nosso amar. E foi assim, sem hoje, agora, amanhã, tempo, meu ou teu corpo, sem barreiras, limites, sim ou nãos. 
Amor.
...
Vou sentir saudades tuas de manhã,
quando acordar.