São 00:23


São 3:43 da manhã e eu permaneço as voltas na cama. Já faz uma semana que não durmo. Deito-me e fico quieto, silencioso e de olhos fechados pra ver se Morfeu me convida à dividir seu leito, mas nada parece resultar. É como se ao mínimo sinal de desistência e cedência do corpo, a mente me acorda com mordidas e rosnar feroz.
Lutei tanto para trancafiar essa besta dentro de mim, que penso que a mesma vendo que era definitivo resolveu devorar-me de dentro pra fora, consumindo-me lenta e dolorosamente. Cada minuto que tento repousar é como se uma mordida ressucitasse uma memória de amargura e de dor, fazendo-me retorcer com espasmos na cama.
Ao fim já nem sei se essas memórias são reais, ou fruto da minha imaginação. Assim como essa besta. Será que minha vida é tão monótona que preciso reinventa-la? Ou será que sou tão odioso que me reinventando tento me apagar?
Seja qual for o intuito, a única certeza neste momento é a constante dúvida.
É como se fosse uma avalanche causada por uma gota de chuva. A própria dúvida do que comi no café da manhã, me leva a duvidar se foi realmente hoje, e no fim me dou conta que não como a dias. Pra falar a verdade escrevo estas palavras aqui só para ter certeza que quando eu desaparecer vai se saber o porque... apesar de provavelmente não ser a 1ª vez que escrevo isso.
Quando foi que isso aconteceu? Sinto-me como o abrigo de muitos e já não sei onde eu começo e onde eu acabo. Para falar a verdade não uso o eu há muito tempo... sinto-me sempre como nós. Nós que entrelaçam as dezenas de personas, e todas suas mágoas, sonhos e desilusões. 
Me perco por horas à frente do espelho a procura de mim mesmo, à procura de alguém que me olha e diga: "-Ah!! Até que enfim te encontrei!"
Como quero que alguém me encontre se nem eu me reconheço? Me sinto uma colcha de retalhos feita com as sobras que foram jogadas fora.
São 3:48 da manhã e eu permaneço as voltas na cama. Já faz uma semana que não durmo. Deito-me e fico quieto, silencioso e de olhos fechados pra ver se Morfeu me convida à dividir seu leito, mas nada parece resultar. É como se ao mínimo sinal de desistência e cedência do corpo, a mente me acorda com mordidas e rosnar feroz.
Lutei tanto para trancafiar essa besta dentro de mim, que penso que a mesma vendo que era definitivo resolveu devorar-me de dentro pra fora, consumindo-me lenta e dolorosamente. Cada minuto que tento repousar é como se uma mordida ressucitasse uma memória de amargura e de dor, fazendo-me retorcer com espasmos na cama.
Ao fim já nem sei se essas memórias são reais, ou fruto da minha imaginação. Assim como essa besta. Será que minha vida é tão monótona que preciso reinventa-la? Ou será que sou tão odioso que me reinventando tento me apagar?
Seja qual for o intuito, a única certeza neste momento é a constante dúvida.
É como se fosse uma avalanche causada por uma gota de chuva. A própria dúvida do que comi no café da manhã, me leva a duvidar se foi realmente hoje, e no fim me dou conta que não como a dias. Pra falar a verdade escrevo estas palavras aqui só para ter certeza que quando eu desaparecer vai se saber o porque... apesar de provavelmente não ser a 1ª vez que escrevo isso.
Quando foi que isso aconteceu? Sinto-me como o abrigo de muitos e já não sei onde eu começo e onde eu acabo. Para falar a verdade não uso o eu há muito tempo... sinto-me sempre como nós. Nós que entrelaçam as dezenas de personas, e todas suas mágoas, sonhos e desilusões. 
Me perco por horas à frente do espelho a procura de mim mesmo, à procura de alguém que me olha e diga: "-Ah!! Até que enfim te encontrei!"
Como quero que alguém me encontre se nem eu me reconheço? Me sinto uma colcha de retalhos feita com as sobras que foram jogadas fora.
São 3:53 da manhã e eu permaneço as voltas na cama. Já faz uma semana que não durmo. Deito-me e fico quieto, silencioso e de olhos fechados pra ver se Morfeu me convida à dividir seu leito, mas nada parece resultar. É como se ao mínimo sinal de desistência e cedência do corpo, a mente me acorda com mordidas e rosnar feroz.
Lutei tanto para trancafiar essa besta dentro de mim, que penso que a mesma vendo que era definitivo resolveu devorar-me de dentro pra fora, consumindo-me lenta e dolorosamente. Cada minuto que tento repousar é como se uma mordida ressucitasse uma memória de amargura e de dor, fazendo-me retorcer com espasmos na cama.
Ao fim já nem sei se essas memórias são reais, ou fruto da minha imaginação. Assim como essa besta. Será que minha vida é tão monótona que preciso reinventa-la? Ou será que sou tão odioso que me reinventando tento me apagar?
Seja qual for o intuito, a única certeza neste momento é a constante dúvida.